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  Confira mais um capítulo da História de Portugal

Por: Nelson de Paula.

"CASTELO DE BARBACENA" - 09/08/2026

No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, o castelo de Barbacena teve as suas defesas modernizadas, introduzindo-lhe linhas abaluartadas. À época, resistiu às investidas das tropas da Espanha. Embora restem atualmente poucos vestígios de seu primitivo traçado medieval, os remanescentes da fortificação foram classificados como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 24 de janeiro de 1967.

Do castelo, de planta retangular, conservam-se as paredes e a entrada principal, já citada, e ainda vestígios de um portal mais antigo, em arco redondo, entaipado. Da muralha da fortaleza, transformada no século XVII em planta estrelada, conservam-se vários troços e alguns elementos abaluartados, bem como torreões baixos (a Torre de Menagem foi derrubada no início do século XVII).

Pode ainda ver-se a antiga Casa do Governador, edifício de alguma nobreza, com escadaria central dupla, e vestígios de uma capela no piso superior. O castelo continuaria na posse da mesma família durante largos anos. Em 1816, D. João VI cria o cargo de Conde de Barbacena a favor de Luís António Furtado de Castro do Rio de Mendonça e Faro, 1º conde e 6º visconde de Barbacena.

Seu filho, Francisco Furtado de Castro do Rio de Mendonça, 2º conde e 7º visconde de Barbacena, chegou a residir no castelo. Em 1896, há notícia da transação do imóvel, vendido por Hermenegildo José Costa Campos a Alfredo de Andrade, de quem descenderia um dos últimos proprietários, José Luis Sommer de Andrade.

De acordo com a imprensa portuguesa, o fadista Mico da Câmara Pereira adquiriu, em setembro de 2005, as ruínas do castelo a José Luís Sommer de Andrade, antigo cavaleiro tauromáquico, pelo montante de 225 mil euros. As negociações para a aquisição demoraram cerca de um ano e meio, período em que nem o Instituto Português do Património Arquitetônico (IPPAR) e nem a Câmara Municipal de Elvas optaram por exercer o seu direito de preferência ao imóvel.

O fadista declarou tencionar requalificar o imóvel como um espaço de lazer para a promoção de espetáculos e eventos, como casamentos e festas temáticas, com recursos a serem obtidos da mesma forma. Em 2012 e com muitas dívidas, o fadista considerou que a compra do castelo tinha sido um erro. Atualmente, o monumento passa por uma grande reabilitação histórica. Um investimento privado de 4 milhões de euros está transformando a antiga fortaleza em um hotel de charme com 12 quartos. O projeto visa valorizar o turismo e a economia da vila alentejana.