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  Confira mais um capítulo da História de Portugal

Por: Nelson de Paula.

"CASTELO DE POMBAL" - 24/05/2026

Tendo D. Manuel I visitado a vila e seu castelo (1509), determinou-lhe a reconstrução da antiga torre medieval. Posteriormente, passando o Foral Novo à vila (1 de junho de 1512), outras melhorias devem ter tido lugar, das quais é testemunho o brasão de armas manuelino inscrito sobre o portão principal. No século XVII, o conde de Castelo Melhor reformou o antigo castelo, adaptando-o a residência senhorial.

No início do século XIX, à época da Guerra Peninsular, foi vítima do saque e do incêndio da povoação, infligido pelas tropas de Napoleão, sob o comando do general André Massena, que regressavam, derrotadas, das Linhas de Torres (1811). Na ocasião, perderam-se os originais dos forais concedidos à vila, consumidos com o edifício dos Paços do Concelho. Abandonado posteriormente, conheceu a ruína, que o recobriu de extenso matagal.

No século XX, foi classificado como Monumento Nacional, por Decreto publicado em 23 de junho de 1910. A intervenção do poder público só se fez sentir, entretanto, na década de 1940, quando lhe foram promovidas obras de consolidação e restauro parcial, a cargo da Direção-geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

Novas campanhas de intervenção e restauro tiveram lugar em 1975 e entre 2000 e 2001, voltadas para a recuperação e valorização da torre de menagem. Atualmente, cogita-se em revitalizar esse patrimônio. O castelo apresenta planta escudiforme, semelhante à alcáçova do Castelo de Tomar, com uma área construída de cerca de 300 m².

As suas muralhas ameadas e percorridas por adarve, eram reforçadas originalmente por dez cubelos quadrangulares, protegidas por barbacã, da qual restam vestígios junto às duas portas, e por uma cintura exterior de muralhas. Na praça de armas destaca-se, descentrada a sul, a torre de menagem, com planta quadrangular, apoiada em uma base troncocônica e em dois gigantes adossados em cunha.

Ainda no recinto da praça de armas, identificam-se os vestígios da primitiva igreja românica de São Miguel. A oeste do conjunto, ergue-se a alcáçova manuelina, destacando-se os brasões de armas reais e uma janela geminada. Fora dos muros, pelo lado sul, situam-se as ruínas da antiga matriz de Pombal, a Igreja de Santa Maria do Castelo.