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  Confira mais um capítulo da História de Portugal

Por: Nelson de Paula.

"CASTELO DE MOREIRA DE REI" - 11/10/2026

No início do século XX, entre as décadas de 1920 e de 1930 o padre Júlio César Gomes empreendeu campanha contra a demolição do castelo para reaproveitamento de seus materiais em construções particulares. À época existiam duas cisternas, uma no sopé do cabeço rochoso com cobertura abobadada e outra a Noroeste.

Os remanescentes do castelo encontram-se classificados como Monumento Nacional por Decreto de 13 de junho de 1932. Na década de 1940, entre 1942 e 1944, a intervenção do poder público fez-se sentir através da consolidação, restauro e reconstrução de alguns trechos de suas muralhas por parte da Direção-geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

Na atualidade, o monumento carece, de maneira geral, de maior atenção por parte das autoridades. No topo de um afloramento granítico, a cerca de 906 metros acima do nível do mar, o castelo apresenta planta irregular, orgânica, em estilo românico. É formado por uma dupla cintura de muralhas:

Externamente o muro encontra-se incompleto, com alguns remanescentes a Leste, a Sul e a Norte, onde se rasgava uma porta. Internamente, apresentam planta ovalada irregular, desprovidos de ameias/merlões, interrompido a Leste. Neste recinto, a Noroeste, restou-nos a base da torre de menagem, de planta retangular, cuja porta deveria se abrir em plano elevado, acedida por uma escada de madeira, a julgar pelos remanescentes do seu encaixe.

A Nordeste, identifica-se a base de outra torre, também de planta retangular. No centro da praça de armas, de pequenas dimensões, abre-se, na rocha, um depósito quadrado. Do mesmo modo que o castelo não conheceu reformas góticas, a vila também não chegou a contar com uma cerca defensiva, diferentemente de outras na região e na raia.

No flanco noroeste do castelo, uma espécie de assento escavado na rocha viva é conhecida localmente como Cadeira de D. Sancho. O Castelo de Moreira de Rei, abandonado pelos séculos, caiu em ruínas, carecendo de maior atenção por parte do poder público na atualidade. O que subsiste do Castelo de Moreira de Rei está classificado como Monumento Nacional desde 1932.