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  Confira mais um capítulo da História de Portugal

Por: Nelson de Paula.

"CASTELO DE OUTEIRO DE MIRANDA" - 30/08/2026

Em 1443, o regente D. Pedro determinou ao alcaide do castelo a entrega deste ao duque de Bragança, que passava a assumir essas funções. Sob o reinado de D. Afonso V, o soberano concedeu dispensa aos moradores de guarnecer o Castelo de Outeiro de Miranda (1449).

O seu filho e sucessor, D. João II, determinou a reconstrução de suas defesas dentro do corregimento das fortalezas de Trallos Montes (1493). A fortificação de Outeiro encontra-se figurada por Duarte de Armas no Livro das Fortalezas, destacando-se o conjunto formado pela Torre de Menagem retangular, adossada a um baluarte.

O rei D. Manuel I concedeu-lhe Foral, tendo a vila se transferido do outeiro para o vale. Data desta fase o início do período de progressivo abandono e ruína do castelo medieval. Ao final do século XVII o castelo foi assaltado por tropas espanholas, no contexto da Guerra da Restauração. O assalto se repetiria, cerca de um século mais tarde, em 1762.

O concelho foi extinto em 1853, mantendo o velho castelo abandonado fora do movimento de redescoberta dos monumentos medievais empreendido pelo Romantismo. Também alheio à onda de restaurações dos antigos monumentos militares promovida pelo Estado Novo português no século XX, apenas veio a ser classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 20 de outubro de 1955.

A intervenção do poder público só se fez sentir, entretanto, por ação da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, em 1993, através de obras de beneficiação. Atualmente o monumento carece de maiores pesquisas, principalmente arqueológicas.

O Castelo de Outeiro de Miranda, na cota de 812 metros acima do nível do mar, apresenta planta ovalada irregular orgânica, com espessa muralha em pedra de granito, abundante na região. Em seu interior identifica-se a ruína de uma construção retilínea, com vão dintelado, onde foi erguido um marco geodésico. O acesso era efetuado por uma porta em arco pleno, da qual são visíveis os seus vestígios. No lado Sul, identificam-se ainda os restos de um baluarte.