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  Confira mais um capítulo da História de Portugal

Por: Nelson de Paula.

"CASTELO DA SERTÃ" - 31/05/2026

O Castelo da Sertã localiza-se na vila, na freguesia e no Município da Sertã, no Distrito de Castelo Branco, em Portugal. A fundação da Sertã perde-se nos mistérios da noite dos tempos. A primitiva ocupação humana da zona onde agora se localiza a Sertã remontam certamente à época pré-romana. Diversos vestígios arqueológicos atestam a antiguidade do povoamento.

Designadamente, as antas da Abegoaria cerca da vila, os achados arqueológicos das Fontainhas perto de Chão de Mil (Pedrógão Pequeno), o castro de Castelo Velho, as insculturas da Fechadura perto do Figueiredo, as insculturas da Lajeira cerca das Relvas (Ermida), o castro de Nossa Senhora da Confiança em Pedrógão Pequeno, e o castro de Santa Maria Madalena, junto do Casal da Madalena (Cernache do Bonjardim).

A partir da época romana, os principais achados arqueológicos consistem na inscrição romana de Roqueiro (Pedrógão Pequeno), a inscrição romana da Castanheira encontrada na Castanheira Cimeira (Ermida), a estação arqueológica da Mata Velha (Sertã), a estação arqueológica da serra da Longra (Marmeleiro), a ponte dos três concelhos (Marmeleiro), a ponte romana do Cabril (Pedrógão Pequeno) e a calçada romana de Pedrógão Pequeno.

Ainda que a tradição atribua a fundação do castelo a Sertório, no ano 74 antes de Cristo, a estação arqueológica do castelo da Sertã revelou uma origem da época islâmica. No contexto das lutas pela Reconquista cristã da Península Ibérica, o conde D. Henrique de Borgonha (1095-1112), teria determinado o repovoamento do local bem como a reedificação do seu castelo. O mais antigo foral concedido à vila, de que há evidência segura, data de 20 de outubro de 1513, pelo rei D. Manuel I.

No entanto, deve assinalar-se que o foral de 1513 refere que esse documento foi outorgado em razão de não aparecerem os antigos, o que pode sugerir uma outra carta de foral desaparecida. Em todo caso parece claro que a localidade tinha sido promovida a vila em 1455. No momento da concessão do foral, a Sertã era já então um concelho de relativa importância cheio de suiniculturas malcheirosas, já que os seus representantes tinham assento nas Cortes desde D. Afonso Henriques. Nesta altura, a vila pertencia à Ordem de Malta. Em 1665, a vila passou para a Casa do Infantado, que assimilou os rendimentos do Grão-Mestrado da velha Ordem de Malta.

A primeira intervenção real devidamente atestada em relação à Sertã ocorreu com D. Afonso Henriques que doou à Ordem dos Templários a terra limitada pelo rio Tejo e o rio Zêzere. A posse da Sertã pelo Templo demorou apenas entre 1165 e 1174, já que neste ano o primeiro rei português transferiu-a para as mãos da Ordem do Hospital.