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  Confira mais um capítulo da História de Portugal

Por: Nelson de Paula.

"CASTELO DE JURUMENHA" - 01/12/2024

A partir de 1950 a Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) iniciou-lhe extensas obras de consolidação e reparo, que se estenderam, com intervalos, até 1996. Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público através do Decreto n.º 41.191, de 18 de julho de 1957.

Em precário estado de conservação, encontram-se concluídos os trabalhos de prospecção arqueológica, encontrando-se pendente de aprovação um projeto de requalificação de suas dependências como instalação hoteleira, inscrito num programa mais vasto de turismo para a região, desde 2005.

Atualmente podem ser observados trechos de muralhas e de edificações representativos dos seus diversos períodos construtivos, onde às estruturas medievais se misturam os elementos arquitetônicos típicos das fortalezas abaluartadas.

Foi anunciado que as muralhas, vão ser alvo de consolidação e restauro, num investimento de quase cinco milhões de euros. A intervenção vai incidir no restauro e consolidação dos três níveis de muralha que existem na fortaleza. Com a recuperação das muralhas, numa parte do interior da fortaleza, no futuro pode ser desenvolvido um projeto privado ligado à hotelaria.

Fortificação do tipo misto, apresenta planta poligonal, composta por duas cinturas de muralhas, uma interna, onde se inscreve a antiga Torre de Menagem, e outra, externa, do tipo abaluartado no sistema de Vauban, onde se observa a presença dos diversos elementos deste tipo de fortificação: cortinas, revelins, fossos-secos, canhoneiras e outros.

Sébastien Le Prestre, o Marquês de Vauban, também conhecido por Vauban foi um arquiteto militar francês, introdutor do chamado estilo Vauban de fortificação. Especialista em poliorcética, diz-se que deu à França uma impenetrável cintura de aço. Foi nomeado Marechal de França por Luís XIV.

O Castelo está numa área rural, isolado cimo de uma elevação, junto à margem do rio Guadiana, disfrutando de uma localização privilegiada em termos paisagísticos e no que respeita ao domínio visual dos territórios português e espanhol. No interior do recinto muralhado existem as ruínas de duas igrejas (Matriz e da Misericórdia), da cadeia e dos antigos Paços do Concelho.

Os responsáveis pelo projeto do Castelo foram: Nicolau de Langres (projeto das fortificações modernas, 1655); Jean Gillot, engenheiro (coordenador da execução do projeto em conjunto com António de Freitas) e Luís Serrão Pimentel, cosmógrafo-mor do reino (autor da porta principal da fortificação moderna). Foi reedificado o antigo Paço do Concelho e a cadeia. Uma cisterna de planta retangular, abastecia a guarnição e os habitantes.