Por: Nelson de Paula.
"CASTELO DE FOLGOSINHO" - 16/03/2025
As origens do Castelo, ainda não estão claramente definidas, não obstante o concelho de Gouveia ter sido recentemente objeto de múltiplas prospecções arqueológicas, incidentes particularmente sobre a Idade Média.
À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, o rei D. Sancho I outorgou-lhe carta de foral em 1187, tendo em vista, a sua posição estratégica e a necessidade de povoamento e defesa da região. O seu sucessor, D. Afonso II, confirmou-lhe o foral (1217).
No século XVI, D. Manuel I concedeu-lhe Foral Novo (1512). Nesse período, sendo a vila e seu termo, por força de seus forais, consideradas como Terra de El - Rei, tiveram como donatários, os marqueses de Arronches, os duques de Lafões e os condes de Miranda do Corvo. Constituía-se ainda em Comenda da Ordem de Cristo.
Em virtude da reformulação administrativa do reino em 1836, Folgosinho deixou de ser sede de Concelho, em favor de Gouveia. No século XX, o seu castelo foi classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 25 de março de 1936. Atualmente bem conservado, constitui-se em atração turística regional.
O atual castelo é um diminuto recinto circular, com aproximadamente 10 metros de diâmetro, com muralha reforçada por pequeno adarve protegido por merlões e três inventivas guaritas cilíndricas. A porta principal está voltada a Ocidente e, do lado oposto, ergue-se a torre de menagem, de secção quadrangular, com acesso por porta de arco apontado.
Erguido em posição dominante na cota de novecentos e trinta e três metros acima do nível do mar, o castelo foi erguido com pedra de quartzo branco-rosado, o que lhe confere uma beleza singular.
O “Castelo de Folgosinho”, de puro quartzo branco-rosado, domina o vale do Mondego. O “castelo” alteia uma das maiores estruturas quartzíticas do País, que privilegia uma das mais belas vistas sobre a “vila” de Folgosinho e o vale rasgado por uma ribeira de água límpida.
Região planáltica, de média altitude, cortada por vales fluviais e cingida por serras (Estrela, Montemuro, São Macário, Gralheira, Caramulo e Buçaco) apresenta uma diversidade climática, registrando temperaturas consideravelmente baixas no inverno.